Projeto 65 Destinos Indutores apresenta evolução nas regiões contempladas!
Com o fim dos trabalhos, 61 destinos elaboraram o Plano de Ações para aumentar sua competitividade, o que significou 729 iniciativas implementadas e aproximadamente 3 mil ações propostas de acordo com as 13 dimensões apontadas pelo Índice de Competitividade.
Escolhidos para receber uma estratégia prioritária de investimentos técnicos por parte do Ministério do Turismo, os 65 Destinos Indutores foram selecionados a partir de roteiros que já possuíam uma infraestrutura turística básica, com atrativos qualificados, capazes de atrair e distribuir visitantes às próprias cidades do seu entorno.
Sob a gestão do Instituto Marca Brasil, a metodologia teve como objetivo supremo a sensibilização e a disseminação de conceitos e práticas de gestão e planejamento turístico, tendo como meta a construção de Planos de Ações focados no aumento da competitividade desses 65 destinos eleitos pelo MTur. Para isso, o IMB agiu intensamente, durante toda a aplicação do projeto, na capacitação dos atores locais de cada localidade, fortalecendo a governança e promovendo a integração entre as regiões envolvidas.
Ao todo, foram feitas 260 oficinas, com a capacitação de 1551 gestores. Desta forma, podemos anunciar que, com o Projeto 65 Destinos Indutores, o Ministério do Turismo, seguindo o Plano Nacional do Turismo, realiza uma das principais metas do Programa de Regionalização.
Para mapear a realidade de cada lugar,
o MTur, em parceria com a FGV e o Sebrae,
realizou três pesquisas nos municípios
em 2008, 2009 e 2010, denominadas
Índice de Competitividade.
Em primeiro lugar, esse mapeamento foi executado a fim de servir como parâmetro de medida para o nível de desenvolvimento de cada um dos destinos envolvidos. A avaliação foi feita com base em 13 dimensões: Infraestrutura Geral; Acesso; Serviços e Equipamentos Turísticos; Atrativos Turísticos; Marketing e Promoção do Destino; Políticas Públicas; Cooperação Regional; Monitoramento; Economia Local; Capacidade Empresarial; Aspectos Sociais; Aspectos Ambientais; e Aspectos Culturais. A cada ano, foi verificada a evolução de todas essas dimensões nos 65 destinos.
A formação dos Grupo Gestores
Em 2008, no início da aplicação do projeto, o cenário encontrado não era animador: grupos desarticulados e sem compreensão do Índice de Competitividade. Entretanto, a partir dessa análise inicial, o IMB trabalhou no desenvolvimento de uma metodologia inovadora e participativa, com foco na ampliação do conhecimento sobre gestão e planejamento de destinos.
E como o entendimento do Índice só poderia acontecer, de fato, com a existência de grupos de trabalho coesos e atuantes nos destinos, foram organizados os chamados Grupos Gestores, compostos por representantes estratégicos do turismo local. Estes grupos tiveram como missão exercitar a governança para a melhoria da competitividade do destino, através do estabelecimento de redes de cooperação.
Os Grupos Gestores eram formados por 31% de representantes de instituições públicas; 40,5% de instituições privadas; e 28,50% oriundos do 3º setor. Todos eles foram absolutamente fundamentais para o sucesso do projeto, pois cumpriram o papel de fomentar as mudanças e conduzir o processo de desenvolvimento dos destinos, utilizando como instrumento o Índice de Competitividade.
Os resultados na prática
Indicadores de Desempenho: apresentam a evolução do projeto, seus resultados e o grau de envolvimento na participação dos diferentes setores da sociedade.
Indicadores de Efetividade: mostram que, em dois anos de implantação do projeto, foram propostas pelos destinos mais de 3 mil ações nas 13 dimensões do Índice de Competitividade, com 3.640 horas de capacitação, 260 encontros, 1551 pessoas capacitadas (sendo que, destas, 1.242 eram integrantes dos Grupos Gestores), e com mais de 50 técnicos e consultores do IMB envolvidos.
Indicadores de Satisfação: apontam que mais de 80% dos participantes consideraram que os objetivos foram alcançados, e 90% aprovaram o conteúdo abordado.
Nas cinco macroregiões brasileiras, os resultados
diferem de acordo com as Dimensões do Índice
Região Norte
Na região Norte, as dimensões que tiveram maior evolução de 2008 para 2010 foram Marketing e Promoção do Destino (28%), e Políticas Públicas, Cooperação Regional e Capacidade Empresarial (18%), e Aspectos Ambientais e Serviços e Equipamentos Turísticos (9%).
Segundo uma declaração do Grupo Gestor de Santarém, o projeto proporcionou um instrumento muito importante e significativo para o destino, que foi o Estudo de Competitividade: "Essa pesquisa possibilitou ao nosso grupo visualizar os pontos fracos e acompanhar o desenvolvimento do Plano, planejando, priorizando e executando ações com mais segurança e efetividade; outro benefício real foi a capacitação dos atores locais para gestão em turismo, pois isso fortaleceu a nossa governança e ampliou conhecimentos".
Região Nordeste
No caso da Região Nordeste, as dimensões se destacaram na seguinte ordem: Capacidade Empresarial (22%); Cooperação Regional (18%); Aspectos Ambientais (18%); Marketing e Promoção do Destino (13%); Serviços e Equipamentos Turísticos (9%); e Políticas Públicas, Acesso, Aspectos Culturais, Economia Local e Monitoramento (4%) .Para o Grupo Gestor de Aracaju, o projeto representou o início de um processo, e não pode ser considerado finalizado: "A capacitação dos gestores deve ser permanente, e o fórum de discussão é muito positivo; atualmente, para Aracaju não há outra instância que possibilite essa troca produtiva de ideias que aconteceu a partir das reuniões do Grupo Gestor e dos workshops promovidos pelo IMB".
Região Centro-Oeste
A Região Centro-Oeste apresentou um grande aumento em Capacidade Empresarial (20%). Todas as outras dimensões obtiveram uma evolução de 10%, quais sejam: Aspectos Ambientais, Cooperação Regional, Marketing e Promoção do Destino, Políticas Públicas, Aspectos Culturais, Monitoramento, Atrativos Turísticos e Infraestrutura Geral. De acordo com o Grupo Gestor de Cuiabá, o projeto foi excelente, pois a cidade nunca havia sido contemplada por um programa federal de políticas públicas no molde do Programa de Regionalização: "Nota-se que a inserção de Cuiabá como um dos 65 destinos colaborou até mesmo para nortear o planejamento da atividade turística pela gestão municipal; as ferramentas oferecidas pelo projeto colaboraram muito para o empoderamento das iniciativas de desenvolvimento do setor por parte das entidades do trade local".
Região Sudeste
Na região Sudeste, Cooperação Regional foi a dimensão que mais avançou (33%), seguida de Aspectos Ambientais (25%); Economia Local (17%); Capacidade Empresarial (17%); e Monitoramento (8%). Segundo manifestação do Grupo Gestor de Vitória, "o projeto 65 Destinos simbolizou um marco histórico na execução da política nacional do turismo... um projeto que se resume pela eficiência, capacidade, qualidade, e sobretudo pelo profissionalismo. E os avanços em nossa gestão turística são muitos, e podemos citar o mais importante, que é o Índice de Competitividade. Esse estudo nos deu uma radiografia da cidade, mostrando os indicadores de eficiência e deficiência... algo que, com toda clareza, foi o nosso instrumento norteador de políticas municipais de desenvolvimento turístico capazes de induzir o crescimento de toda uma região".
Região Sul
Por fim, mas não menos importante, o Sul, onde o destaque ficou com a dimensão Marketing e Promoção do Destino, com 34%, o maior registro de evolução de todas as pesquisas. Além disso, Capacidade Empresarial e Cooperação Regional tiveram aumento de 22% cada, enquanto que Aspectos Ambientais e Serviços e Equipamentos Turísticos ficaram todos com 11%.
Como declara o exemplar Grupo Gestor de Bento Gonçalves, "hoje o destino possui um Plano Municipal de Turismo, formatado por meio de oficinas com a participação do trade e da comunidade. Implementamos, também, diversas ações de qualificação da mão de obra local. Isso tudo sem falar nas diversas outras ações que derivam diretamente deste projeto, que permitiu à nossa região o aprendizado de suas fraquezas, forças, e de como realizar uma boa gestão, aumentando a competitividade".
E o trabalho continua
Com o encerramento dos encontros presenciais nos destinos, o Instituto Marca Brasil entregou o Relatório para cada município participante.
Durante todo o Projeto 65 Destinos, as informações, os fatos, as decisões estratégicas e as táticas de cada destino passaram por um monitoramento, com a aplicação de ferramentas de controle e de registro da evolução do trabalho. Uma dessas ferramentas desenvolvidas na metodologia foi o Relatório Geral do Destino, que apresenta com detalhes o desempenho de cada município ao longo de dois anos.
Segundo Cassio Falkembach, gerente do projeto no Instituto Marca Brasil, esse relatório apresenta o resultado de muito trabalho e dedicação por parte dos Grupos Gestores. "Ele descreve todas as etapas percorridas pelos consultores do IMB nos destinos, com o histórico do processo ocorrido em cada local", e conclui: "O 65 Destinos encerra, mas o trabalho continua".
Para a diretora do projeto no Instituto Marca Brasil, Tânia Brizolla, o maior resultado do Projeto 65 Destinos é a geração de um produto real: "Com este projeto, o Governo Federal conseguiu capacitar os destinos brasileiros e torná-los preparados para competir no mercado internacional", comemora Tânia.
Resultados por Região em gráficos
Região Norte
Dimensões que tiveram maior evolução de 2008 para 2010:
Região Nordeste
Dimensões que tiveram maior evolução de 2008 para 2010:
Região Centro-Oeste
Dimensões que tiveram maior evolução de 2008 para 2010:
Região Sudeste
Dimensões que tiveram maior evolução de 2008 para 2010:
Região Sul
Dimensões que tiveram maior evolução de 2008 para 2010:






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